♪♪ = Música e Decibéis

. segunda-feira, 21 de abril de 2008

Um assunto que não é novidade mas que muitos o ignoram.

Ouvir rock “nas alturas”, ligar o som do carro para exibir as potentes caixas acústicas, passar o dia entretido com as músicas do Ipod e MP3 com os fones enfiados nos ouvidos, ficar grudado no trio elétrico. A mania de escutar canções, explorando ao máximo a capacidade de reprodução dos aparelhos eletrônicos pode trazer prejuízos irreparáveis. A surdez é provocada pela elevação do nível de pressão sonora, que resulta na destruição irreversível da célula responsável por levar o impulso sonoro ao cérebro.

A depender do tipo de ruído e da quantidade de horas de exposição, os primeiros sintomas do comprometimento da audição são percebidos pela necessidade de se ouvir televisão com volume cada vez mais alto e da dificuldade de compreensão em conversas ao telefone. A perda auditiva varia de organismo para organismo. Nos jovens, os prejuízos são difíceis de se identificar. A falta de consciência sobre o risco de ficar surdo, na maioria das vezes, é ignorado.

A fonoaudióloga Mireli Protásio Lisboa explica que quando o som é ambiente não agride tanto os ouvidos quanto os head phones. Mesmo assim, a especialista faz um alerta aos amantes de som alto no carro, já que explorar a potência máxima representa sérios riscos. “O fone fica dentro da orelha e reproduz o som diretamente no ouvido. Pode-se até utilizar o equipamento, mas o volume da música deve estar em intensidade mediana”, orienta. O ideal é que o tempo de exposição seja pequeno.
Mas os aparelhos eletrônicos, que ficam em contato direto ou quase direto com os ouvidos, não são os únicos a danificarem a audição. Os bares, casas de shows e boates também propiciam a perda do sentido. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o ouvido humano tem tolerância de exposição ao som alto até 85 decibéis, durante oito horas por dia. Mas, se o volume superar a contagem, deve-se diminuir o tempo de exposição.

O professor e fonoaudiólogo Rodrigo Brayner afirma que existem dois tipos de ruído: ocupacional e social. O primeiro, encontrado nos ambientes de trabalho, são os mais prejudiciais. Ainda assim existe o risco da perda de audição por conta dos fones de ouvido e os locais que reproduzem música. Os bares, boates, shows e principalmente o Carnaval “são insalubres para a saúde auditiva”, acrescenta. O ambiente mais prejudicial é o Carnaval, os demais apresentam menor risco

EXAME
É POSSÍVEL detectar a surdez através do exame de audiometria. O procedimento quantifica a audição do paciente. Já é caracterizado o comprometimento auditivo quando a pessoa só ouve a partir de 25 decibéis. A intensidade em que o tom é ouvido é identificada a partir da reprodução de tons diferentes em freqüências graves e agudas.

ALTERAÇÃO
A PERDA auditiva é neuro-sensorial, ou seja, é um tipo de alteração que envolve a orelha interna. Acomete, normalmente, os dois ouvidos. O comprometimento da audição acontece aos poucos. Começa na região das freqüências agudas e dificulta a capacidade de entender a fala.

Reportagem de Maíra Portela para o Correio da Bahia.

3 comentários:

Os melhores sites PTC disse...

ouvi musica é muito bommmmmmm.

Mas precisa ter cuidados.

Gostei do seu blog.


Abraçooo

Maria Benincá disse...

Eu tenho um leve pânico de fazer esse exame e descobriri o qnt já "ensurdei" (palavra bonitaa hehehe), mas enfim, muito boa a reportagem!

Bjs =*

history- disse...

é,tem gente q dá com o fone, e você consegue ouvi a musica!!!

blog bom parabens!!!

http://horcruxesdohp.blogspot.com/

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