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. quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Philip Glass admite desânimo com a produção hollywoodiana


Músico opinou sobre cinema no Fronteiras do Pensamento
Gabriel Brust gabriel.brust@zerohora.com.br

Philip Glass é um dos compositores mais influentes da música contemporânea, mas o assunto que prevaleceu durante a passagem do norte-americano por Porto Alegre, na noite desta segunda-feira, foi o cinema.

Glass admitiu o desânimo com a produção hollywoodiana. Em sua participação no seminário Fronteiras do Pensamento, ontem , Glass também falou de arte e música, intercalando trechos de suas composições interpretadas ao piano. À tarde, em entrevista coletiva, o compositor, revelou por que, depois de assinar trilhas famosas, como as dos filmes O Show de Truman e As Horas, afastou-se do cinema:
— A principal mudança que observei nas últimas décadas foi no que se espera da arte.
Nos anos 60, (Jean-Luc) Godard e (François) Truffaut tinham o conceito de cinema como algo autoral. Nos últimos 20 ou 30 anos, o cinema é controlado por produtores e estúdios. A primeira informação que lemos sobre um filme é a bilheteria que ele fez na semana de estréia.

Não é o caso, explicou Glass, de negar a importância da arte popular. — Na Europa Ocidental, arte e entretenimento sempre coexistiram. Verdi e Puccini, por exemplo, eram populares. Mas hoje em dia até projetos artísticos financiados antecipadamente, que não visam lucro, são considerados apenas pela quantidade de público. Van Gogh não vendeu um único quadro em vida, e seu irmão era um marchand — exemplificou o compositor.

Mais sobre P. Glass

Philip Glass (Baltimore, 31 de janeiro de 1937) é um compositor americano e está entre os compositores mais influentes do final do século XX. Sua música é normalmente chamada de minimalista, embora ele não aprecie esta expressão.

É um compositor muito prolífico tendo produzido inúmeros trabalhos entre óperas, sinfonias, concertos, trilhas sonoras para filmes e outros trabalhos em colaboração com outros músicos. Tem dois filhos e atualmente possui residência no estado de Nova Iorque nos Estados Unidos e na província da Nova Escócia no Canadá.

Entre as obras produzidas por Glass podemos citar Satyagraha (1980) baseada na vida de Mahatma Gandhi que inclui diversos mantras. Compôs também a ópera Itaipu (1989) referindo-se a usina de mesmo nome que possui texto em guarani. Também é dele Days and Nights in Rocinha (1997) que foi escrita após uma visita de Glass a favela da Rocinha antes do Carnaval.Glass compôs trilhas sonoras para diversos filmes, começando por Koyaanisqatsi (1982), dirigido por Godfrey Reggio que está entre as trilhas sonoras mais influentes.

Podemos citar também como trabalhos na área de trilha sonora para filmes Mishima (1985), Kundun (1997) sobre o Dalai Lama, a trilha sonora dos demais documentários da trilogia Qatsi em Powaqqatsi (1988) e Naqoyqatsi (2002), além de The Truman Show (1998) que usou partes das trilhas de Mishima e Powaqqatsi e The Hours (2002) o qual recebeu uma indicação para o Óscar. Recentemente produziu a trilha para os filmes The Illusionist (2006) e Notes on a Scandal (2006), este último lhe rendendo uma indicação ao Óscar de melhor trilha sonora.


Veja o vídeo com a trilha de As Horas



Além de trabalhos sinfônicos, Glass também possui fortes ligações com rock e música eletrônica, sendo que o artista de música eletrônica Aphex Twin já colaborou com Glass. Vários outros artistas foram influenciados por sua obra como Mike Oldfield, John Williams e bandas como a Tangerine Dream. Possui um estúdio freqüentado por artistas famosos como David Bowie, Lou Reed e Björk, chamado Looking Glass.

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Vou sempre colocar aqui algum vídeo musical interessante que eu encontrar no youtube. Esse é o terceiro vídeo que coloco aqui, o The Voca People que estarão aqui em Porto Alegre, direto de Tel Aviv: